Capitalização, um fracasso mundial

Destacamos a seguir um trecho do artigo do jornalista Carlos Drummond, editor da revista Carta Capital, publicado no site da revista, nesta segunda-feira.

 

Reformas da Previdência do tipo defendido por Bolsonaro e Guedes, que incluem sistema de capitalização, fracassaram e foram revertidas totalmente ou em parte em 18 dos 30 países que as adotaram entre 1981 e 2014, mostra estudo da Organização Internacional do Trabalho divulgado na segunda-feira 11. Argentina, Equador, Nicarágua, Bolívia, Venezuela, Rússia, Polônia, Hungria, República Tcheca, Bulgária, Eslováquia, Estônia, Letônia, Lituânia, Croácia, Macedônia, Cazaquistão e Romênia voltaram atrás, contabiliza a OIT. A capitalização, detalha a entidade, “exige que o trabalhador abra uma poupança pessoal em que terá de depositar todo mês para conseguir se aposentar. A conta é administrada por bancos que cobram taxas pelo serviço e ainda podem utilizar parte do dinheiro para especular no mercado financeiro. Eles são os únicos que ganham com a privatização”, conclui a Organização. O governo diz, entretanto, que seu projeto acertará as contas públicas e isso aumentará a confiança dos empresários na economia, levando-os a investir, mas é difícil imaginar a concretização de novos investimentos com o mercado consumidor estagnado e sem perspectivas de retomar tão cedo o poder aquisitivo anterior à recessão de 2015 e 2016, analisam vários economistas.

 

Para ler o artigo na íntegra, onde ele também analisa a reação dos investidores internacionais, ante ao discurso e ao comportamento desenfreado de Bolsonaro, clique no link abaixo.

 

https://www.cartacapital.com.br/economia/investidores-ficam-assustados-com-verborragia-de-bolsonaro/