O mês de março e o “Dia Internacional da Mulher”

Na próxima sexta-feira, dia 08 de março, iremos comemorar mais um “Dia Internacional da Mulher”.

Aqui no Brasil, porém, não é sem preocupações que vamos comemorar esse dia, instituído e dedicados às mulheres pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1977.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Data-Folha, a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 16 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência física no ano passado. Preocupa ainda mais o fato de esse número praticamente repetir-se em relação à pesquisa apurada em 2017, o que revela que esse quadro de violência é reincidente e sequer abrandou.

Com esses dados, o Brasil ocupa a 5ª colocação no ranking mundial de feminicídio (assassinato de mulheres), segundo informações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Somente em janeiro deste ano mais de 100 casos de feminicídio foram registrados em todo o país, e a maioria deles cometidos pelos próprios companheiros (namorados ou maridos) das vítimas.

Diante dessa situação, não podemos simplesmente comemorar o 08 de março, sem um brado contra esse quadro aterrador e por um basta à violência contra a mulher.

É verdade que as mulheres já obtiveram muitas conquistas, nos mais variados setores da sociedade; mas também é preciso admitir que elas ainda enfrentam, além da agressão física, diversas outras formas de violência, cotidianamente. Esse reconhecimento é imperativo e se faz necessário, para que possamos combater e alterar esse panorama que impõe marcas e cicatrizes às comemorações alusivas ao 08 de março.