Atividade física pode prevenir Alzheimer

Praticar exercícios físicos pode ajudar a proteger o cérebro contra o Alzheimer: o que era uma suspeita foi agora confirmado por um estudo publicado por dois pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na revista Nature Medicine (7/1). A pesquisa, liderada pelos neurocientistas Sérgio Ferreira e Fernanda Felice, da UFRJ, e com a participação de 25 pesquisadores, concluiu que um hormônio recentemente descoberto, a irisina, produzido pelos músculos, chega ao cérebro após a atividade física — e não somente isso, a pesquisa mostra que o próprio cérebro produz o hormônio quando os animais se exercitam.

Os resultados foram obtidos a partir de camundongos geneticamente modificados para apresentarem condições semelhantes ao Alzheimer dos humanos — os animais foram submetidos a uma hora de natação por dia, durante cinco semanas. Como informou o Estadão (7/1), embora tenha sido realizada em animais, a pesquisa abre uma porta para uma nova linha de investigação para terapias em seres humanos. Não é possível dizer ainda, por exemplo, qual frequência de exercícios físicos levaria à produção de irisina em quantidade suficiente para proteger o cérebro. O próximo passo é aprofundar o estudo de como esse hormônio age no órgão, para no futuro pensar em formas de tratamento, como explicou o pesquisador Sérgio Ferreira ao jornal Destak Rio de Janeiro (18/1).

Esta informação, divulgada na grande imprensa, também foi veiculada na revista Radis – Comunicação e  Saúde, uma publicação da FIOCRUZ. Confira o site da revista clicando no link a seguir:   https://radis.ensp.fiocruz.br/index.php/revista/curtas/654-atividade-fisica-pode-prevenir-alzheimer